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Senhora

Por José de Alencar
Avaliações: 26 | Classificação geral: média
Excelente
7
Boa
10
Média
6
Mau
2
Horrível
1
Crítica do casamento de conveniência, Senhora esclarece verdades universais à medida que os amantes se reconciliam como marido e mulher. A pobre órfã Aurélia fica arrasada quando seu verdadeiro amor, Fernando, rompe o noivado pelas recompensas financeiras de um casamento de conveniência com outro. Mas Aurélia inesperadamente herda uma fortuna e planeja sua vingança. Ganhar casamento com

Avaliações

05/18/2020
Yuji Westhoff

Eu li este livro aos quinze anos, e até hoje tem sido um dos meus favoritos. Aurelia é uma das minhas heroínas mais queridas, acompanhando de perto Lizzy Bennet e Matilda. A história é tão fácil e forte, tão atemporal que inspirou dezenas de adaptações, não só aqui no Brasil, mas também no exterior.

A propósito, José de Alencar escreve tão lindamente que me deixa orgulhoso de ser brasileiro e falar português.
05/18/2020
Reede Uboldi

Quando li Senhora pela primeira vez, não fazia ideia de que era um livro tão importante para a literatura brasileira e também para a língua portuguesa.

Lembro-me de que - apesar de amar o final quando adolescente - sempre me senti "estranho" depois de todo o desenvolvimento do livro. Depois que eu li que não deveria terminar do jeito que estava, e se o livro tivesse outro final, ele teria substituído Memórias Póstumas de Brás Cubas como o livro de abertura do Movimento Realismo Brasileiro. Eu quase queria que Alencar tivesse mudado o fim. Isso é 10 milhões de vezes um livro melhor.
05/18/2020
Halimeda Spickard

Penso que toda minha geração teve que ler esta obra para vestibulares e que poucos - muito poucos! - de nós gostamos. Fico refletido no ninho das possibilidades e dos porquês e me parece que há alguma maturidade para compreender a estética Alicantina, uma construção de seus personagens, como idéias centrais de seus romances e como riquezas de um Brasil que não conhece. Quando ficamos mais velhos e mais pacientes, percebemos essas minúcias que nos encantam e nos trazem alguma dimensão humana sobre uma sociedade que não vivemos. Na adolescência, abandonei o livro e coloque José de Alencar no estante dos que mereciam ou meu mais profundo esquecimento. Hoje me arrependo da heresia e caio aos seus pés morrendo de amores e implorando perdão. Devorei o livro em dois dias e feche os olhos entre as páginas de mim via casarão das Laranjeiras. Apoiei Aurélia Camargo, autores Fernando Seixas e, como toda leitora inocente, tomo partidos. Depois de respirar e compreender motivações para seguir novamente, perca o meu legado e as horas com seu redutor cativante. Vi inúmeras semelhanças com 'Persuasão' de Jane Austen, principalmente nas sôfregas sensações de Aurélia e aproximadas de Seixas. E então, finalmente dei o braço a um torcer e percebi que queria me arrastar pro Século XIX, me trancar em Romance de Costumes e não sair mais. Algumas das razões para o desejo de tomar tamanho sobressalente (logotipo, mim, tão fervorosa aos anos 60!), Como aqui numeradas são como pontas de lança: o charme da escrita velada pouco a pouco, o respeito à língua culta , das referências para outros escritores, homem que aprende com uma mulher com solidez e a importância da integridade do caráter, dessa mesma mulher, como se descobre como indivíduo e das revoluções profundas pelas quais foi responsável pela construção da sociedade são, de fato, a mim irresistíveis. A Literatura fez de mim uma rebelde inconformista com o tempo que foi dado. Não mais, gosto da idéia de que um casal torna-se real quando conserva em duas pessoas as vidas que o ônibus aparece quando as partes congênitas e quando aceitam que são iguais em poder e movimento, dispensando assim uma mesquinheza dos joguinhos emocionais que disputam quem é capaz de humilhar mais ao seu par. Não que eu remeta para Seixas - aquele outro, mais moderno e violento dedilhado -: 'Amor só dura em liberdade'. E quando foi igual, Aurélia e Fernando, nas suas condições humanas tão distintas em motivações e tão semelhantes no caráter de cada um, que o amarelo foi possível e verdadeiro. E, porquê não arriscar, eterno? Naquele tempo éramos menos cinematográficos e, diferentemente da Literatura Contemporânea, acreditamos em finais felizes depois de longas sagas de aprendizado e batalhas pessoais.
05/18/2020
Guyon Furlong

Assim como "O retrato de Dorian Gray" de Oscar Wild, "Triste Fim de Policarpo Quaresma" de Lima Barreto e alguns poucos outros, esta é a primeira obra para ser lida e depois relé - dia a dia, frase a frase.
05/18/2020
Mano Rina

Muito bom, achei engraçado tb. Não sabia o que José de Alencar era tão mordaz, os personagens se merecem :-)
05/18/2020
Parris Mccarron

Teve um Carnaval no meio das minhas leituras, mas ontem consegui concluir.

Aurélia é uma personagem que adora, que foge do habitual da época (porém essa insistência na beleza dela me incomoda demais, desnecessária). Seixas eu so problemtizava (que macho ingrato, mimado e superficial), mas acabei me rendendo (risos). É uma história legal, com uma linguagem muito bonita!
05/18/2020
Athelstan Ruzicka

http://devaneiosdajojo.blogspot.pt/20...

Senhora é um clássico da literatura romântica brasileira que me desespera curiosidade há anos! É um pequeno livro que mostra a história de Aurélia e Fernando. José de Alencar tem uma escrita belíssima: é prosa mas com fluidez e encanto de poesia! Mas, uma beleza não impede as críticas técnicas ao cinema e à hipocrisia da sociedade de aparências do Rio de Janeiro do século XIX. O surpreendente desta narrativa é um protagonista. Aurélia é uma mulher forte e decidida apesar dos seus dez anos anteriores. Não se pode exibir o homem e talvez, por estado em que a miséria entra no jogo da falsidade da sociedade supérflua com desdém. Assim, ela goza com um humilharam sem que se apercebam, ou ainda dá mais satisfação. Fernando é um poeta apaixonado, mas sem coragem de enfrentar os nomes da época para ficar com seu eterno amor. Embora, arrependa-se amargamente de sua escolha antes de rever Aurélia, ele só percebe o quão torturado ele é, após esse encontro. Uma relação de quezílias e amor sofrido, é o coração e a alma do livro, o que impulsiona o leitor a continuar a ler uma prosa magnífica de Alencar. Contudo, o foco consegue ser excessivo pelo que, o livro beneficia de um desenvolvimento maior das personagens secundárias. Elas mereciam histórias semelhantes e uma personalidade mais atraente.
Senhora é certamente linda, ainda que incompleta, é uma introdução brilhante ao Sr. José de Alencar.
05/18/2020
Willcox Delbridge

Eu adoro o livro. A forma como José de Alencar conduziu uma história, eu prendi de todas as maneiras. A construção e desenvolvimento das personagens foram bem administradas. O autor conseguiu criar uma boa história e ainda sim, crítica de forma útil como indolências que a sociedade vigente fazia vista grossa.

Amei ou reduzi quase todo, não concluí a narrativa, que me deixou profundamente chateado, apesar de ser o que eu previa, não me satisfez de uma forma como foi colocada. Não esperava uma atitude que Aurélia tomou e muito menos que Seixas deixaram de fazer. Terminei o livro querendo bater um papo sério com José de Alencar, pena que isso não é possível.
05/18/2020
Schweitzer Livasy

Em meros termos de romance (história de amor de um casal protagonista), vale tanto quanto qualquer livro de Jane Austen.

------ é claro, seria completamente comparado com dois autores em outros termos, já que são duas situações extremamente distintas -----

Minha intenção aqui nem é fazer comparações; é porque atualmente muitas pessoas querem ler histórias de amor "históricas"; tanto que terminar lendo coisas realmente pseudo-históricas.

E aí, perdem esse livrão, esse livrasso, nem lembram que ele existe!

Inclusive, uma questão de gênero de Alencar não ser mulher, também pode causar isso, ou seja, uma pena, para quem está perdendo.

___

Ah sim.
O estilo é rebuscado? Sim, o estilo é rebuscado.
05/18/2020
Sulamith Spirk

Li "Senhora" na primeira vez em 2008, e foi o único clássico que na época da escola foi prescrito para trabalho e / ou prova (acabou que no mesmo ano em que foi adotado para o mesmo fim). O amor foi tanto que desde então fez uma releitura anual, posto que “Orgulho e Preconceito” também ocupa o meu coração.
Embora uma obra seja pertencente ao período Romântico, que apresente como principal recurso ou meio de redenção, “Senhora” já apresenta alguns traços de Realismo, como crítica à futilidade e fragilidade dos valores burgueses e certo grau de introspecção psicológica. O romance apresenta uma personagem feminina independente e gira em torno de dramas morais, intrigas de amor, desigualdade econômica, sociedade patriarcal e a importância do dinheiro, mas o final é feliz, o amor ou a prevalência. O livro está dividido em quatro partes: Preço, Quitação, Posse, Resgate. A adoção desses termos estritamente comerciais inclui o ponto central da obra: o casamento como forma de ascensão social.
“Senhora” teve diversas adaptações para a TV e o cinema. A primeira, no formato de teleteatro, foi exibida pela TV Tupi em 1952 e trouxe Bibi Ferreira no papel principal. Entre tantas adaptações, destacou-se a versão modernizada “O preço de um homem”, exibida pela TV Tupi em 1952, com Arlete Montenegro; uma novela exibida em 1975 pela TV Globo, com Norma Blum e Claudio Marzo, sendo esta a adaptação mais fiel do livro (minha mãe assistida e fala muito bem dessa versão); e “Essas Mulheres” exibidas pelo Registro em 2005, que apresentam em conjunto os três principais romances urbanos de Alencar, conhecidos como “Perfis de Mulher”: Lucíola, Diva e Senhora. Nesta versão, Aurélia e Fernando são interpretadas por Christine Fernandes e Gabriel Braga Nunes (ainda me perguntei onde estava em 2005 para não ter assistido essa novela. Logo eu, que sempre fui tão novela?).
Por fim, ele não está atualmente no site Dona Moça, cortado pela Adorbs Produções. Quem acompanha uma página do blog no facebook sabe que desde a estréia eu tenho compartilhado ou link dos episódios lá. Uma ideia para essa versão criada em um grupo no facebook que conversa sobre várias séries e que eu tenho um carinho especial por ela, não só por tratar de um dos meus livros favoritos, mas também porque eu conheço como pessoas que usam sua produção e eu sinto orgulho em ver o trabalho deles dando tão certo.
Nessa versão, Aurélia Camargo é uma produtora de eventos. Junto com sua melhor amiga Fifi Mascarenhas ela possui a agência Dona Moça. Após uma vida difícil, Aurélia tornou-se uma promotora famosa, muito requisitada pela sociedade paulistana. O excesso de trabalho da empresa Aurélia contrata um assistente e, bom, ou contratado acaba sendo Fernando, seu antigo amor, que troca ainda na época da faculdade por uma jovem socialite. Com uma convivência, lembranças antigas e sentimentos reprimidos virão à tona.
Uma série vai ao ar toda quarta-feira, às 12h, no YouTube. Além dos vídeos, uma história contada por outras mídias, como o twitter, não publica nenhum blog da empresa, a Dona Moça Eventos, uma coluna de Fofocas e playlists que registra um pouco mais sobre os personagens. A primeira temporada terá 10 episódios e hoje o episódio de sexo foi lançado. Para saber mais informações, acesse o site, o blog e a página no facebook da Adorbs Produções. (01/07/2015)
http://asgarotasdepemberley.blogspot....
05/18/2020
Bleier Alcocer

Talvez uma grande obra de José de Alencar. O romance consegue sobremaneira conjugar um grande panorama com certos aspectos que fazem o cânone brasileiro de fato. Uma obra de Alencar segue o casamento de Aurélia Camargo com Fernando Seixas durante o andamento do século. XIX, sendo que, em sentido central, o livro é um grande retrato do que pode ser chamado de "casamento por interesse".
Em uma linha romântica, o romance parece questionar o "mercado matrimonial", satirizando, antes de tudo, os caminhos financeiros que podem levar a um casamento; assim, em um imaginário burguês, uma narrativa legítima ou grande amor entre os protagonistas, que não entendem pois estão intermediados por uma relação financeira. Ao fim do romance, uma obra indica um grande teatro que passa na vida de Aurélia e Fernando, e uma conjugação de amor perfeito perfeito entre dois jovens ricos da alta sociedade fluminense do corte imperial.
O grande valor do livro, porém, está nitidamente na constituição de seus personagens, em especial Aurélia, talvez uma grande mulher da obra de Alencar. Descrito como romance sem metáforas sublimes do estilo poético do escritor cearense, um protagonista é uma estátua de mármore, em uma caracterização que se aproxima de um imaginário de beleza helena de mármore grego, do Vênus de Milo, de Vitória, das várias representações de Atena da Antiguidade; e ainda mais, uma beleza de Aurélia, uma estrela da corte, está muito além de sua aparência simples: o retrato do narrador é uma mulher culta, muito bem educado e inteligente; deste modo, Alencar parece fazer um panorama dos mais interessantes sobre educação feminina no séc. XIX e, de certo modo, um discurso iluminado em prol desta educação para quem se emancipe. Vale observar que, neste sentido, Aurélia não está disponível apenas, mas domina completamente a situação do seu casamento de aparências contra Fernando, sendo que ela só será dobrada no momento em que mostra ignorante a situação financeira do marido ao fim do romance.
Em uma série de vertentes, o romance é uma demonstração fina e prova da grandiosidade da prosa romântica de Alencar e, acima de tudo, um panorama do Brasil e suas "idéias para o lugar".
05/18/2020
Tybie Nourse

Que leitura difícil!

Não gostei nem de pouco estilo, muito recuperado e com milhares de adjetivos para descrever um personagem principal ou o tempo todo. Sem dúvida, o que menos me agradece neste livro.
Sobre uma história, no início, você pode exibir os motivos das atitudes de Aurélia, mas depois entender ou executar ações, embora tenha achado que muitas foram feitas por mais orgulho ferido e egoísta e isso me irritou um pouco. Quanto ao Fernando, rapaz muito mimado para o meu gosto e que, por isso acabou enfiando os pés pelas mãos no dinheiro da sua família.
Mas depois de todo o suplemento que acontece, você acha que finalmente, como coisas vão melhorar, e melhoram, mas achei o último final corrigido. Uma cena derradeira acaba de repente. Poderia ter tido mais detalhes depois do entendimento entre os dois.
05/18/2020
Aronow Cerrone

Uma obra de ficção de José de Alencar iniciada em 1875, com a publicação de 'O Guarani', lançada em folhetim. 'Senhora' e 'Diva' (entre outros) são consideradas romances urbanos. 'Senhora' representa o ponto mais alto da ficção urbana do autor. O romance é uma metáfora do luxo, do desejo e do dinheiro.
05/18/2020
Oswald Dahlin

Senhora (1875) é um dos grandes clássicos da literatura brasileira e famoso por abrir discussões sobre certos valores e atividades da sociedade carioca, por conta de um capitalismo emergente em meados do século XIX no Brasil e ainda por retratar a independência feminina, algo totalmente atípico nessa época.
O livro começa na apresentação Aurélia Camargo, uma mulher na frente do seu tempo, rica, bonita e uma personalidade marcante. Mas no passado ela era uma jovem pobre, que possuía uma mãe doente que fica com medo do futuro da filha. Naquela época como mulheres não trabalhavam e não tinham o próprio sustento. Elas sempre foram sustentadas pelo marido ou arranjaram um marido para que pudesse administrar ou seu dinheiro. Por isso, a Aurélia fica todos os dias na janela (a pedido da mãe) e procura conhecer alguém e arranjar um casamento. Só que ela fez isso com certa vontade, porque ela, casamento não é apenas um comercial, mas sim uma realização amorosa.
Aurélia acaba conhecendo Fernando Seixas (o vilão / mocinho) da história. Ela se apaixona perdidamente por ele e por ela, mas só quem Fernando também é pobre, e é um social alpinista. Ou seja, ele pretende enriquecer qualquer preço. Certo dia, o Fernando conhece uma moça rica e vê uma oportunidade de se casar com ela. Então ele larga a Aurélia sem pestanejar. A Princípio a Aurélia pensa que foi trocado por amor, ou seja, por algum motivo ou Fernando se desinteressou dela e se apaixonou por essa outra moça. Nesse meio tempo, uma Aurélia se descobre rica, sua herdeira de uma fortuna deixada pelo avô até então desconhecido. Logo mais Aurélia fica sabendo que Fernando troca dinheiro apenas, e isso deixa muita tristeza, mas também com muita raiva, um ponto dela se sentir desmontado e se tornar o homem ganancioso que não teve o menor respeito pelos sentimentos mais verdadeiros que ela possuia.
É verdade desde que o livro começa. Aurélia está em busca de um marido, já que nesse momento as mulheres precisam de um marido para o cabo da administração das posses da mulher. Mas ela não procura um marido qualquer. Ela pretende se casar com qualquer preço com Fernando Seixas.
Apresentando críticas severas à hipocrisia de seu tempo, já que pergunta ou uso de dote que regia os casos da época e o papel que uma mulher era submetida, predeterminada no seu amor depende das condições financeiras, Senhora é considerada um romance brasileiro precursor do discurso feminista.
Aurélia Camargo é sem dúvida uma das minhas protagonistas favoritas, não apenas pela força que ela tem, mas também pela sua personalidade forte e por não abrir mão tão fácil dos seus ideais.
Além disso, olhar crítico Senhora também é um tremendo romance, quem sofre com todos os dramas que recebe um amor frustrado, porque quando algo parece querer dar certo e sair nas últimas páginas.
Esse livro foi sem dúvida uma crítica de época para casamentos arranjados. O livro todo é expectativa, curiosidade, apreensão em saber ou que vai acontecer ao casal que ama, mas que são atormentados por mágicas.
Quer saber mais? Nos siga no Canal LIDOS E CURTIDOS e veja o nosso vídeo sobre Senhora: https://youtu.be/hrr73LXHZPM
05/18/2020
Varden Glise

Há pelo menos uma década, li este livro. E não foi na escola. Honestamente, eu sempre odiei os chamados clássicos da literatura brasileira. Eu pensei que era uma escrita muito chata e absurda. Quando adolescente, era difícil me incentivar a ler por conta própria. Somente pela força eu li, como na escola. Eu li muitos livros dessa maneira. Machado de Assis foi o divo da época (e eu acredito que ele é até hoje!), Mas para um público que cresceu sem o hábito de ler, tentar incutir o costume em tarefas que incluíam resenhas completas e resumos de livros não Socorro. E então entrei na idade adulta, quando comecei a olhar para esse gênero com menos aversão e mais interesse.
Primeiro, foi o O Cortiço de Aluísio Azevedo que achei muito interessante. Percebi na época que a literatura brasileira não era o bicho-papão que imaginei. E, para uma indicação incomum, decidi ler 'Senhora'.
O livro é um romance publicado em 1874, um dos últimos escritos por José de Alencar. É considerado o romance mais urbano do escritor, porque procurou mostrar e criticar levemente a sociedade do Rio de Janeiro em seus costumes e hábitos cotidianos (lembrando que na época a capital do Brasil era o Rio de Janeiro, por isso o mais local urbanizado de "pais").
A protagonista Aurelia é filha de uma pobre costureira, sem pai e se apaixona por um jovem ambicioso. Como o desejo do homem é ter um futuro com menos dificuldade do que com a pobre menina, já que ele é um homem elegante e educado que gosta de ter o que era mais caro comprar na época, ele decide romper com ela, procurando outro mulher que tem um bom dote (costume antigo, mas ainda em vigor em algumas partes do mundo, onde a família da noiva dá ao noivo uma soma de bens e / ou dinheiro para acertar o casamento. Sem o dote, uma mulher não tinha valor. ..) para se casar. Com o tempo, Aurelia, que, além de seu irmão, também perde a mãe, se vê sozinha no mundo. No entanto, a herança de um avô causa sua ascensão social e ela se torna uma donzela rica em busca de um marido.
Mas nenhum marido.
Ainda magoada com a atitude de seu antigo amor, ela decide negociar casamento com o mesmo homem, mas sem que ele saiba quem seria sua futura noiva. E ele, apenas pensando em usar o dinheiro do dote, aceita sem pensar duas vezes. Ao descobrir quem ela é, Seixas, o homem que a machucou tanto, fica feliz em ser Aurelia, pois ele ainda se sente profundamente apaixonado por ela. Mas Aurelia, do topo de sua nova posição financeira, esclarece para ele que isso não passava de uma transação comercial. Ela comprou. Desempenhar o papel de que precisava na sociedade, o que não permitia que ela fosse rica e independente para viver como quisesse.
Então, Seixas percebe que vender a "alma" por um dote era um preço muito alto a pagar.
É claro que não vou contar a história, mas posso dizer que fiquei surpreso com a escrita de Alencar. A questão do "chiado" da escrita ainda permanece, mas a história chega ao ponto de não se importar tanto com ela (e o dicionário existe para solucionar dúvidas!). O personagem principal invariavelmente se apega ao roteiro que o romantismo pediu a cada personagem - a pobre menina, o amor negado, o sofrimento do mocinho e o final ...

Bem, o fim só é descoberto lendo o livro.

O que eu gostei no livro foi uma (leve) ruptura com a ideia de que a personagem feminina sofresse silenciosamente toda a dor que o homem principal da história cria. Não chegaria ao ponto de dizer que Alencar "rompeu" com qualquer tabu ou estigma que a mulher carregava, mas às vezes é bom que uma obra de tempo brasileira possa trazer como protagonista uma mulher diferente do habitual.

Eu recomendo este livro para quem já leu outros da literatura brasileira, mas também para aqueles que gostariam de começar a ler e se divertiram com os de Jane Austen. Assemelha-se muito às confusões amorosas de suas heroínas, mas com mais sarcasmo e cheiro de vingança.

***

Faz pelo menos uma década que li este livro. E não foi na escola. Atenciosamente, eu sempre detestei os clássicos da literatura brasileira. Eu acho que é um tipo de letra escrita e rebuscada demais. Como adolescente, era difícil me incentivar a ler por vontade própria algo do tipo. Apenas à força eu lia, como era na escola. Vários livros desta forma, Machado de Assis era o período da época (e acredito que até hoje é ele!), Porém, para um público que cresce sem o hábito de ler, tenta incutir ou vestir uma fantasia por meio de tarefas que incluem resenhas minuciosas e resumos dos livros, não ajudava. E assim fui até a idade adulta, quando comecei a olhar para esse gênero com menos aversão e mais interesse. Primeiro, foi O Cortiço, de Aluísio Azevedo, que achei muito interessante. Percebi, na época, que literatura brasileira não era o bicho-papão que eu imaginava. E por uma indicação inusitada, decisão Senhora.
O livro é um romance publicado em 1874, sendo um dos últimos escritos por José de Alencar. É considerado o romance mais urbano do escritor, porque ele mostra e critica a sociedade fluminense em seus costumes e hábitos (lembrando que, na época, uma capital da era do Brasil no Rio de Janeiro, por exemplo, o local mais urbanizado do "país").
A protagonista Aurélia é filha de uma costureira pobre, e órfã de pai e se apaixona por um jovem ambicioso. Como o desejo de um homem é um futuro com menos dificuldades do que ao lado da moça pobre, já que é um homem elegante, educado e que gosta de usar o que havia mais caro na compra de uma época, ele decide romper com ela , buscando uma outra mulher que tenha um bom dote (traje antigo, mas ainda em vigor em algumas regiões do mundo, que consiste em uma família de noiva de uma quantia, de bens e / ou dinheiro, em um noivo para casar ou casamento). Sem o dote, uma mulher nada valia ...) para se casar. Com o passar do tempo, Aurélia que, além do irmão, também perde a mãe, vê-se sozinha no mundo. No entanto, uma herança de uma pessoa que provoca sua ascensão social e ela passa a ser uma mulher rica que procura por um marido. Mas não qualquer marido.
Ainda ferida pela atitude do seu amor antigo, ela decide negociar o casamento com o mesmo homem, mas sem saber quem seria sua futura noiva. E ele, apenas pensando em usar dinheiro do dote, aceita sem pensar duas vezes. Ao descobrir quem ela é, Seixas, ou o homem que faz muita diferença, fica feliz por ser Aurélia, pois ainda sente-se profundamente apaixonado por ela. Mas Aurélia, faça sua nova posição financeira, esclarecendo o que não era nada fora de uma transação de negócios. Ela o havia comprado. Para exibir ou colocar papel que é necessário para a sociedade vigente, que não permite ser rico e independente para viver como desejado.
Sendo assim, Seixas percebe que vender uma "alma" por um período era um preço alto demais a pagar.
É claro que eu não vou contar o desenrolar da história, mas posso dizer que me surpreendi com uma escrita de Alencar. A questão do "renascimento" da escrita ainda mantém, mas a história envolve até o ponto de não importar tanto isso (o dicionário existe para sanar dúvidas!). Um personagem principal, invariavelmente, mantém-se presa ao script de romantismo para cada personagem - uma mocinha pobre, um amor negado, um sofrimento do mocinho e o final ...

Bem, o final é descoberto lendo o livro.

O que gostei no livro foi uma ruptura (leve) com a idéia de que a personagem feminina deve apenas sofrer calada por toda a sorte que o homem principal da história criar. Não chega a dizer que Alencar "rompeu" com qualquer tabu ou estigma de uma mulher que carrega / carrega, mas, às vezes, é bom que uma obra brasileira de época possa trazer como protagonista uma mulher diferente do habitual.

Eu recomendo este livro para quem já leu outros livros brasileiros, mas também quem gostaria de começar a ler e já se divertir com Jane Austen. Lembra muito como confusões amorosas de suas heroínas, mas com mais sarcasmo e cheiro de vingança.
05/18/2020
Remde Drummond

Uma norma extremamente culta de Alencar não traz fulgor, muito menos uma voluptuosidade literária de Machado. Me remete à frigidez. Uma novela ridícula pode ser desenhada em carrara, com os cuidados reduzidos, mas pode deixar de adquirir uma simulação simplista e até cômica. Antes de autorizar a entrega de letras de sedução, exibir os áudios de leitores de suas visões de ações de hoje dissipadas, nunca excluídas.

É fácil perceber (principalmente das) as leitoras apaixonadas ou o motivo de críticas tão incendiárias. Ora, separar com um espelho em forma de escrita causa espanto. Ainda mais se o sujeito estiver desgasta para compreender sua própria cultura. Para a moça que queima este livro, clique em chamar a Guiomar, em homenagem a "Mão e a luva", pois ele aparece hodiernamente nos pares com ricas donzelas que escolhem seus amores por conveniência. Se você identificou uma crítica sagaz e banhou-se nas fantasias de Aurélia, respirando todo o sonho de um mirar ao céu, não era condenado a fogueira nesta obra. Antes de procurar interpretar-la ou passar do tempo. José de Alencar ao inversor de pólos da história, nos permite espiar os entrelaçados eternos de uma sociedade civil, que talvez não se preocupem com a distinção de indivíduo feminino e masculino, mas com problemas de condição e de uso.
05/18/2020
Bethesde Ghaziani

Eu escolhi fazer um trabalho de faculdade sobre esse livro antes de ler-lo, porque, como me aparece novamente, é mostrada uma personagem principal que parece contra o que a sociedade imperial guarda para ela.
Depois de muita análise, eu queria dizer que José de Alencar enganou todos vocês.
Esse é um livro sobre uma mulher que, apesar de possuir algumas características que podem ser consideradas uma heroína feminina, ainda possui marcas de um conservadorismo que impedem que itens contrários sejam afetados pelo seu gênero. Entretanto, Aurélia é transgressora do papel da mulher na sociedade ou não, é fato que ela abre novas visões para mulheres que têm um período, revolucionando a maneira do sexo feminino se portar pela sociedade machista imperial
Apesar dessa decepção com o autor (apesar de já ser esperado, porque né ... homens do século 18 não me surpreenderam com suas ações machistas), essa ainda foi uma leitura bastante agradável, apesar de ter sido feita para um trabalho acadêmico .
05/18/2020
Botzow Murari

Por fim, consegui encantar-me com um livro de José de Alencar. Senhora é fantástica e tem a sede principal de princípio final, excetuando a terceira parte do livro que, para mim, possui muita palha. Uma grande diferença deste José de Alencar e aquele mais chato de Iracema está em quem é o autor, mesmo consultando a sociedade da época e tudo mais, valorizado, por fim, ou redigido, uma história por cima de tudo. Seixas e Aurélia são dois personagens complexos e vários pontos a serem analisados ​​e estudados com atenção, pois há elementos para isso.

05/18/2020
Henden Teodoro

Na sociedade escravista burguesa (retratada por Alencar):

O poder de compra é o único método de emancipação

A privacidade corporal e afetiva é um privilégio dos muito ricos

O ascetismo sexual é uma estratégia de acumulação primitiva

O romance de Alencar (medida em que revela uma lógica escravista burguesa):

Ergue um monumento contra a dissipação libidinal e financeira

Acumula vocábulos como quem acumula reservas

"Resolver" tensões de gênero dentro do domínio generoso de solidariedade de classe
05/18/2020
Abad Hinnenkamp

[Seixas realmente aprendeu alguma coisa? Ele pagou seu adiantamento pelo dote ou o que quer que seja e está vivendo com muito mais sensibilidade do que antes, mas continua demonstrando uma impressionante falta de consideração por sua mãe e irmãs. Eu
05/18/2020
Alcinia Pascal

Nesse romance de José de Alencar, somos apresentados ao mais grande e singular desejo de uma moça: o amor!
Aurélia é surpreendida pelo processo depois de ter sido abandonada pelo seu grande amor e ela vê uma fortuna que pode recuperar esse amor de volta. O que ela não espera é que o dinheiro pode comprar muita coisa, mas não pode haver uma divisão da alma de outrem.
Ah Aurélia! Se você me sentir igual ... E entenda o sacrifício e faça o que você quiser. Lindo!
05/18/2020
Xenia Madrueno

Bem emocionalmente desgastante, o tipo de livro que vai frustrar algumas vezes antes de dar qualquer recompensa.

Não vou me alongar muito, porque todo o mundo nativo da Terra Brasil conhece bem, mesmo que seja por causa da caridade de algum blog aleatório que fez a graça de resenhar uma peça.

Eu, por exemplo, Gone Girl de Gillian Flynn é uma versão melhorada e atual desse livro.

Paz!
05/18/2020
Cheney Troge

Parte 3 foi um mar de nadas
EU ODEIO O SEIXAS
Aurélia é o amor da minha vida icônica demais
Não gostei do final
Amei o livro e dando 3 estrelas porque não gostei do final, fiquei entediada com as descrições gigantes de TUDO, fui obrigada a ler e tinha algumas disputas femininas ridículas no meio
05/18/2020
Pros Bazan

É um romance brasileiro encantador. Os dois amantes lutam contra aparências do mundo material e tentam substituir pelo mundo sentimental, ou fazem amor. Quem não gosta de romance, melhor nem tentar ler.
05/18/2020
Clothilde Derrah

Uma das características que mais me atraíram foi a maneira como a história consegue exibir a sociedade da época, realmente faz uma viagem ao Brasil império, passa por fianças, "cortejar moças" ... pois é fácil de imersão na narrativa.
05/18/2020
Kieger Wheller

Eu encontrei este livro. Eu já sei o fim, e foi uma leitura obrigatória para a escola que já passou. Talvez um dia eu volte e termine. Agora, eu não estou de bom humor. Eu já tenho duas outras leituras necessárias para essa aula.

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